Os maiores registros diários de covid-19 sem ajustes foram em 25 de março de 2021, com 100.158 casos, e em 18 de junho com 98.832 casos
A primeira remessa da vacina da Pfizer contra covid-19 para crianças de 5 a 11 anos chegou nesta quinta-feira, 13, ao Brasil. O lote foi desembarcado ainda na madrugada desta quinta-feira, no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, com um total de 1,248 milhão de doses.
Com a chegada das doses, a expectativa é saber como vai funcionar a vacinação das crianças. Segundo o Ministério da Saúde, a imunização de crianças de 5 a 11 anos será feita por faixa etária, com prioridade para os que têm comorbidades ou sejam portadores de deficiência permanente. De acordo com a nota técnica divulgada pela pasta, a ordem será a seguinte:
- crianças de 5 a 11 anos com deficiência permanente ou com comorbidades
- crianças indígenas e quilombolas
- crianças que vivem na mesma residência de pessoas com alto risco de complicações da covid-19
- crianças sem comorbidades, em ordem decrescente de idade: primeiro, as de 10 e 11 anos; depois, as de 8 e 9 anos; em seguida, as de 6 e 7 anos; e, por último, as crianças de 5 anos.
- Segundo o ministério, as doses serão distribuídas de forma proporcional aos estados e ao Distrito Federal, de acordo com a população-alvo. As doses começam a ir para os estados a partir da sexta-feira, 14. Até o início da próxima semana, as entregas do primeiro lote de 1,2 milhão de doses, que chegou na madrugada de hoje, 13, ao Brasil, devem estar concluídas.
Quando começa a vacinação de crianças no Brasil?
Cada estado vai divulgar a data de início da vacinação. Cabe às secretarias estaduais de Saúde a distribuição das doses para os municípios. Como cada região tem realidade logística diferente, a definição do cronograma fica por conta dos gestores estaduais e municipais. Algumas cidades já começaram a divulgar o calendário para inicio da aplicação.
Em São Paulo, a previsão é que a imunização de crianças comece a partir da próxima segunda-feira, 17. O governo paulista disponibilizou o pré-cadastro para vacinação em crianças no portal Vacina Já. A cidade do Rio de Janeiro também quer começar a vacinação na mesma data, assim como Goiânia e o Distrito Federal. Porto Alegre planeja iniciar a vacinação na quarta-feira, 19. Em Manaus, a previsão é começar a imunização na terceira semana de janeiro.
Confira abaixo a previsão de chegada das doses em cada unidade da Federação, segundo o Ministério da Saúde:
- São Paulo – como o estado não necessita de transporte aéreo, as doses serão entregues até sexta-feira.
- Distrito Federal – Previsão chegada: 14/1, 00h05
- Goiás – Previsão chegada: 14/1, 1h30
- Mato Grosso do Sul – Previsão chegada: 14/1, 7h35
- Mato Grosso – Previsão chegada: 14/1, 8h30
- Alagoas – Previsão chegada: 14/1, 10h30
- Bahia – Previsão chegada: 14/1, 1h20
- Ceará – Previsão chegada: 14/1, 3h00
- Maranhão – Previsão chegada: 14/1, 11h35
- Paraíba – Previsão chegada: 14/1, 11h35
- Pernambuco – Previsão chegada: 14/1, 1h20
- Piauí – Previsão chegada: 14/1, 16h40
- Rio Grande do Norte – Previsão chegada: 14/1, 2h00
- Sergipe – Previsão chegada: 14/1, 14h40
- Acre – Previsão chegada: 13/1, 23h50
- Amazonas – Previsão chegada: 14/1, 2h40
- Amapá – Previsão chegada: 14/1, 13h10
- Pará – Previsão chegada: 14/1, 1h55
- Rondônia – Previsão chegada: 14/1, 10h45
- Roraima – Previsão chegada: 14/1, 12h35
- Tocantins – Previsão chegada: 14/1, 10h30
- Espírito Santo – Previsão chegada: 14/1, 00h15
- Minas Gerais – Previsão chegada: 14/1, 8h15
- Rio de Janeiro – Previsão chegada: 14/1, 00h45
- Paraná – Previsão chegada: 14/1, 07h50
- Rio Grande do Sul – Previsão chegada: 14/1, 00h45
- Santa Catarina – Previsão chegada: 14/1, 8h25
Qual o intervalo das doses contra covid-19 para as crianças?
De acordo com a atualização do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO), do Ministério da Saúde, o intervalo entre as duas doses deve ser de oito semanas. Os pais devem estar presentes na imunização dos filhos e se isso não for possível, a aplicação deve ser autorizada em termo de consentimento assinado por eles.
É preciso de prescrição médica?
Não. A possibilidade foi cogitada pelo ministro Marcelo Queiroga, mas foi descartada após a maioria dos participantes da consulta pública organizada pelo Ministério da Saúde ser contra a medida.