Anthony Wong critica pressa na produção de vacina da Covid-19

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Anthony Wong concedeu entrevista para a Jovem Pan Foto: Reprodução

Médico citou que imunizações já consolidadas passaram por um período pré-clínico de 5 a 10 anos

O pediatra, diretor médico e chefe do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas de São Paulo, Anthony Wong, criticou a “pressa exagerada” para produção de vacinas contra a Covid-19 e afirmou que nenhuma imunização “fez o estudo pré-clínico”. A fala foi dada ao programa Direto Ao Ponto, da Jovem Pan, na segunda-feira (2).

Durante a conversa, o médico comparou o período de produção do imunizante com outras vacinas desenvolvidas ao longo da história. Wong lembrou que apenas as fases pré-clínicas de algumas imunizações consideradas seguras atualmente levaram entre 5 e 10 anos.

– Eu até fiz uma declaração polêmica de que nenhuma vacina fez o estudo pré-clínico. Reitero isso. Saiu nos jornais que era falso. Eu vou rebater agora em público. Por que não? Porque se você fizer uma coisa, você tem que fazer bem feita. Eu tenho que ter uma quantidade, um número suficiente de animais testados [na fase pré-clínica], eu tenho que observá-los não uma semana, um mês, eu tenho que observá-los por vários meses – destacou.

Wong também explicou que os laboratórios precisam, primeiro, saber se a vacina pesquisada faz algum mal e, depois, se nos meses e anos subsequentes alguma consequência vai ser notada nos pacientes que receberam a imunização.

– Eu tenho que saber se vai ser oncológico, se vai causar um câncer, depois eu tenho que saber se em uma fêmea aquela vacina vai ter efeito sobre os seus fetos, seus embriões. E se vai acelerar ou causar algum problema nos outros órgãos que podem aparecer três, quatro, dez anos depois. Então, esse estudo pré-clínico é importante. Eu não posso aplicar no ser humano antes de ter resultados robustos – apontou.

Ao falar sobre a polêmica envolvendo a aplicação obrigatória da vacina, Wong declarou que a imunização da Covid vive uma situação específica, já que nenhuma vacina “está segura, eficaz ou tem efeito duradouro”, segundo ele.

– Como pediatra, eu tenho que estimular e tornar de certa forma obrigatória a vacina das crianças contra doenças cujas imunizações já têm segurança, eficácia e realmente proteção prolongada. Pólio, sarampo e etc. devem ser obrigatórias. O que acontece com a Covid-19 é que, até agora, nenhuma vacina está segura, eficaz ou tem efeito duradouro. As próprias indústrias farmacêuticas não divulgaram os seus resultados. O que divulgaram foi propaganda. Eu não sou contra a vacina, mas tem que mostrar que funciona – completou.