Câmara adia votação de medida socioeducativa e sindicalistas declaram greve

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Servidores da Secretaria da Criança do Distrito Federal, da Secretaria da Mulher, da Secretaria da Justiça e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda se reuniram nesta terça-feira (29/4) para acompanhar a votação na Câmara sobre um projeto de lei que cria a carreira socioeducativa. A votação, marcada para hoje, foi adiada a pedido do Sindicato dos Servidores de Assistência Social e Cultural do Governo do DF (Sindsasc). Outro grupo, o sindicato dos Atendentes de Reintegração Social do DF (Sind-Atrs) tentavam manter a data da votação.

A decisão de alterar a data do projeto resultou em greve por tempo indeterminado do Sind-Atrs. As unidades dão assistência a jovens internos que cometeram atos infracionais e foram sentenciados por um juiz juiz. De acordo com o grupo, a greve será mantida até a votação do projeto e só serão realizadas as atividades essenciais aos jovens, como alimentação.

De acordo com o diretor jurídico do Sind-Atrs, Gustavo Anunciação de Paula, a criação de uma carreira para os servidores do sistema socioeducativo irá aperfeiçoar o atendimento aos adolescentes que sofreram medidas socioeducativas, como internação e prestação de serviços comunitários. Segundo o diretor, a criação de uma nova carreira resultará na criação de escolas capazes de capacitar servidores diretamente envolvidos com jovens e medidas socioeducativas.

“Apesar de os servidores do sistema socioeducativo fazerem parte atualmente da carreira da assistência social, nós sentimos que nunca pertencemos a ela. Queremos uma carreira própria”, disse Gustavo.

 

Fonte: Correio web