Câmara debate medidas para garantir apoio à ciência e tecnologia no DF

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Mais investimentos em ciência e tecnologia, para aproximá-las da população. Esse foi o apelo coletivo feito na manhã desta quinta-feira (17) pelos participantes da sessão solene que a Câmara Legislativa realizou no plenário da Casa em comemoração à Semana da Ciência e Tecnologia. Iniciativa do deputado Joe Valle (PDT), o evento atraiu professores e estudantes de escolas públicas do DF, além de representantes de órgãos distritais e federais que trabalham com o tema.

Valle anunciou que a Câmara Legislativa poderá votar ainda nesta semana, em segundo turno, projeto de lei que garante a ampliação no orçamento de 0,5% para 2% da receita corrente líquida do DF para ciência e tecnologia. “Foi um absurdo terem reduzido esse percentual de investimento, sustentando que Brasília não precisava de tecnologia”, protestou o distrital. Ele lembrou, ainda, que muitos alunos das escolas das áreas rurais não têm acesso à internet. “Faltam também laboratórios de física e química na rede de ensino”, lamentou, defendendo esforço conjunto do Executivo e Legislativo para conseguir uma maior aproximação da população com a tecnologia.

O secretário de Ciência e Tecnologia do DF, Glauco Rojas, garantiu que o governo local tem dado prioridade ao desenvolvimento tecnológico, por meio de “medidas concretas”. Citou, por exemplo, o programa que leva alunos de escolas públicas para estudar nos Estados Unidos. Anunciou, também, que o planetário (desativado há 17 anos) será reinaugurado ainda em 2013 e disse que o governador deve garantir nos próximos meses rede de wi-fi gratuita na área central da cidade. “Brasília está buscando se tornar referência na área de tecnologia”, comentou, destacando que isso poderá atrair empresas do ramo a se instalarem no DF.

O presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP), Alexandre Gouveia, também pregou a necessidade de o poder público incentivar o desenvolvimento das pesquisas no Brasil. Já o diretor da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ebenézer Silva, afirmou que geralmente as pessoas associam a ideia de ciência e tecnologia a foguetes e robôs, mas que o desenvolvimento das pesquisas ajuda a facilitar a vida das pessoas em atividades simples do cotidiano. “Até para comprovar se a bola entrou ou não no gol”, explicou.

“A ciência e tecnologia têm como objetivo principal garantir a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Por isso precisamos cada vez mais de investimentos e de maior divulgação na sociedade”, ressaltou o secretário de Ciência e Tecnologia para Inclusão do Ministério da Ciência e Tecnologia, Oswaldo Duarte Filho.

O secretário enfatizou, ainda, que as pesquisas científicas não devem ser feitas apenas nas universidades, mas também nas escolas. E destacou que o governo federal lançou vários editais para a realização de programas científicos, nos últimos anos, citando o caso das Olimpíadas de Matemática, da instalação de centros vocacionais e de projetos especiais para garantir mais mobilidade urbana.