Cidade nível superior

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A população de Águas Claras se destaca pelo grande percentual de pessoas que não estudam. Cerca de 71,16% já concluíram os estudos ou não estão em idade escolar. Mas é a cidade, entre as já pesquisadas, que tem o maior número de moradores com nível superior completo: 37,87%, enquanto o índice de analfabetismo é baixo, cerca de 0,24%. Os dados pertencem à Pesquisa Distrital por Amostragem de Domicílio (PDAD), divulgada, ontem (23), pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan).

Como não há escola pública na cidade, cerca de 36% dos alunos estudam em Taguatinga. Cerca de 20% dos estudantes se deslocam para Brasília e 34% estudam na cidade, em instituições particulares. O administrador, Denílson Bento, afirma que, na região, existe uma demanda para escola pública. Segundo ele, a cidade tem áreas públicas destinadas à educação. “Existem mais de 20 áreas para os mais diversos serviços públicos, como educação e saúde”, destacou.

A gerente de Estudos e Pesquisa Socioeconômicas da Codeplan, Iraci Peixoto, pontua que a população de Águas Claras é formada, aproximadamente, por 20% de crianças (zero a 14 anos) e os idosos correspondem a 11%. “É uma população formada por jovens casais”.

O comércio local é forte. A pesquisa aponta que a população consegue suprir a necessidade das compras de alimentação, serviços pessoais e gerais.

Para Bento, houve um crescimento na população que mora e trabalha na região. Em outros setores, como roupas e eletrodomésticos, a região depende de Taguatinga.

Sem serviços públicos de saúde e educação, a cidade mantém espaços destinados, mas ainda não há nenhuma construção. A Codeplan destaca, também, que 55% moradores de Águas Claras utilizam o hospital público de Taguatinga, e 32% buscam serviços de saúde em Brasília. “A cidade precisa de, pelo menos, um posto de saúde”, ponderou o administrador.

Segundo dados da Codeplan, apesar da cidade contar com três estações do Metrô, cerca de 87,84% dos quase 40 mil domicílios têm algum automóvel. Isso se reflete no trânsito. De acordo com o administrador, o problema não é apenas de infraestrutura, mas a quantidade de carros na ruas. “O pessoal reclama que não tem estacionamento, mas não temos para onde construir mais”.

Fonte: Alô