Contratos do metrô são superfaturados

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Reportagem publicada neste sábado (24) no jornal “Folha de S.Paulo” denuncia um prejuízo de R$ 3,4 milhões aos cofres do governo do Distrito Federal. Segundo a reportagem, o GDF pagou duas vezes por serviços de manutenção do metrô.

O esquema, de acordo com jornal, foi revelado depois de auditoria da Secretaria de Transparência do DF e ocorreu durante sete meses, entre os anos 2010 e 2011.

A denúncia indica que um aditivo no contrato permitiu que a quilometragem rodada pelos trens fosse contabilizada duas vezes na hora de pagar as empresas por serviços de manutenção.

 o valor total do contrato é R$ 134 milhões e previa a realização de serviços de manutenção de sistemas, estações e trens. Foi assinado em 2007, durante o governo de José Roberto Arruda, com um consórcio formado pela multinacional Siemens e pela construtora Serveng.

O advogado do ex-governador José Roberto Arruda informou não vai se pronunciar enquanto não tiver conhecimento jurídico sobre o assunto.

A auditoria da Secretaria de Transparência teria encontrado outros problemas: pagamentos superfaturados, entrega de materiais em quantidade inferior ao contratado e a não suspensão de multas.

À “Folha”, o Metrô-DF informou que apresentou, em julho de 2012, ao Tribunal de Contas do DF (TCDF) justificativas sobre os problemas apontados na auditoria da Secretaria de Transparência. A companhia disse que aguarda uma decisão do órgão. Segundo o Metrô, “caso seja detectado qualquer prejuízo, buscará ressarcimento”.

As empresas Siemens e Serveng, que são citadas nos contratos auditados pela Secretaria de Transparência, também aparecem no relatório do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O Cade aponta a formação de cartel em licitações dos metrôs do DF e de São Paulo.

Segundo investigação do Cade, dois consórcios participantes da concorrência fizeram um acordo para que o perdedor fosse subcontratado pelo vencedor.

O consórcio responsável pela manutenção do metrô do DF negou irregularidades, conforme reportagem. “O consórcio Metroman desconhece o teor da investigação da Secretaria de Transparência e esclarece que sua atuação é pautada em estrito cumprimento da lei”, informou em nota à “Folha”.