Corrida ao buriti será disputada em 2014

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Com o fim do prazo das filiações, o quadro político para a disputa no Distrito Federal já conta com seu primeiro esboço. Até agora, seis grandes grupos políticos têm potenciais candidatos ao Palácio do Buriti. O desafio, para alguns, será deixar as vaidades de lado em torno de nomes viáveis e que possam representar tantos interesses. Por outro lado, a chegada de um novo pré-candidato ao páreo, o deputado federal José Antônio Reguffe (PDT), deixa a corrida menos polarizada em comparação a 2010. Os campos da esquerda e da direita contam com pelo menos três opções cada um.

Nessa disputa, partidos pequenos e aqueles que não fazem parte da base de apoio ao governo serão cada vez mais cobiçados pelas maiores siglas na medida em que o prazo final para a consolidação das coligações se aproxima — 30 de junho. Em um sinal de contra-ataque, o governador Agnelo Queiroz (PT) reuniu, ontem, na residência oficial de Águas Claras, representantes dos 17 partidos de apoio à sua gestão. A discussão girou em torno das últimas movimentações partidárias do cenário local. No fim, sobraram promessas de que o grupo seguirá unido e com força revigorada.

O almoço serviu para os partidos da base barganharem mais espaço tanto no governo quanto na coligação para o pleito de 2014. Presidente do PSC, o pré-candidato a distrital Egmar Tavares, adiantou que a sigla quer, pelo menos, uma suplência dentro da chapa do governo ao Senado. “Temos 82 candidatos que estão prontos para fazer campanha pela reeleição de Agnelo”, afirma.

Diante da impossibilidade de agradar a todos, representantes da oposição apostam na saída de alguns partidos da base. “Quem tem cargo no governo não deve sair até que chegue a véspera do prazo das alianças. Até lá, todo mundo fica quietinho, mas todos estão se cacifando”, ressalta o presidente regional do PR, Salvador Bispo. Nesse grupo, o presidente regional do DEM, Alberto Fraga, também fala na necessidade de união. “Acho que precisamos nos despir de quaisquer vaidades pessoais e abraçarmos um nome que esteja mais bem cotado nas pesquisas”, defende.