DF decreta estado de emergência

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Foi decretado estado de emergência ambiental em todo o Distrito Federal, ontem (5). Esse mecanismo, assinado pelo governador Agnelo Queiroz, permite a contratação de pessoal para compor, temporariamente, uma brigada de prevenção e combate a incêndios florestais que atuará nos 72 parques e 22 unidades de conservação do DF.

“Essa será a terceira contratação de uma brigada específica para o órgão ambiental no DF e é importante lembrarmos que em nenhuma outra gestão foi feito esse procedimento. Nesses dois anos anteriores tivemos esse trabalho, o que se mostrou bastante eficaz, já que tivemos reduções bastante expressivas nos incêndios”, lembrou a secretária-adjunta de Meio Ambiente, Renata Fortes.

Com a publicação do decreto na edição Diário Oficial do Distrito Federal, o GDF fica autorizado a contratar, para prestação de serviço até o mês de novembro, 29 profissionais de ambos os sexos que serão capacitados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), uma vez que o diploma de brigadista não é suficiente para o exercício dessa função.

Os profissionais, de acordo com a secretária-adjunta, após o treinamento, serão alocados em diversas unidades de conservação ambiental do DF, de forma estratégica, para permitir rápida resposta em casos de incêndio nas matas da capital.

“Quando a brigada está mais próxima, ela agiliza o atendimento e, muitas vezes, por agir no foco do incêndio, nem é necessário o uso das equipes do Corpo de Bombeiros. Essa foi uma grande iniciativa deste governo”, acrescentou Renata.

O estado de emergência ambiental passou a valer desde ontem e dura até o fim de novembro. Essa medida segue uma orientação tomada também em nível nacional e permite, no caso do DF, exclusivamente, a contratação dos brigadistas.

Ainda falta conscientização

Apesar desse mecanismo para reduzir o número de queimadas na capital, a Secretaria de Meio Ambiente alerta a população em relação aos riscos que algumas práticas aparentemente inofensivas trazem à natureza, como fogueiras e rituais religiosos em matas.

Segundo a secretária-adjunta da pasta, a maior parte dos incêndios florestais ocorridos no DF é causada pelo ser humano. Ela destaca que, por isso, equipes do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) fazem um trabalho ininterrupto de fiscalização e, se constatados casos de crimes, a punição pode variar de advertência a multas.

Não jogar pontas de cigarro pela janela do carro e nem fumar em locais com vegetação densa;

Em acampamentos, evitar fazer fogueiras, mas se for realmente necessário, vigiar sempre e apagar totalmente antes de se afastar do local;
Orientar e monitorar as crianças para não brincarem com isqueiros e fósforos, principalmente próximo a vegetações;
Não deixar garrafas ou pedaços de vidro próximas a vegetações;
Não elimine lixo ou entulho com o uso do fogo;
Em caso de queima controlada para fins agropastoris, é necessário solicitar autorização ao Ibama;
Utilizar fogo para limpeza de lote ou queima de lixo é crime ambiental.

Fonte: Alô