Estadio: GDF não tem expectativas de recuperar investimentos a curto prazo

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Após dez meses da inauguração e R$ 1,4 bilhão investidos, o GDF (Governo do Distrito Federal) informou que não tem previsão de recuperar o valor aplicado na construção do Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília. Por meio de nota, a Secopa-DF (Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo no Distrito Federal) esclareceu que nunca foi feita qualquer projeção para que o estádio se pagasse a curto ou médio prazo e que, na realidade, este não é o objetivo.

A Coordenadoria de Comunicação para a Copa disse que é necessário destacar que os resultados financeiros de shows, partidas de futebol e demais eventos realizados no Mané Garrincha não devem ser mensurados tendo em vista apenas a arena, uma vez que o novo estádio seria um vetor de desenvolvimento econômico e social capaz de atrair oportunidades econômicas e trabalhistas para a capital federal. Essa afirmação é baseada em um estudo da Codeplan (Companhia de Planejamento do Distrito Federal), que acredita que cada evento promovido no estádio é capaz de injetar na economia local até R$ 12,3 milhões e criar cerca de dois mil postos de trabalho diretos e indiretos.

Para o especialista em economia e professor da UnB (Universidade de Brasília) Roberto Piscitelli, no entanto, esse cenário não passa de uma “ilusão passageira”. Ele explicou que é necessário firmar convênios e parcerias que obriguem a realização de todos os tipos de eventos com frequência no local, porque “do jeito que está não é uma fonte de renda e emprego segura e sustentável.” Piscitelli entende que além dos convênios é necessário um investimento maior por parte do Estado em clubes locais e externos. A intenção é obrigar treinamentos e partidas semanais no estádio para incentivar a participação da iniciativa privada, porque até agora “todo o valor saiu dos cofres públicos”.