Decretos reajusta auxílios da PM

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O governo do Distrito Federal publicou no Diário Oficial desta quarta-feira (19) os dois decretos que estabelecem os novos valores para os auxílios alimentação e moradia dos bombeiros e policiais militares, na ativa e aposentados. Para o primeiro, o valor previsto é de R$ 850 a partir de 1º de maio. Já para o segundo, o pagamento ocorrerá em três etapas, sempre em setembro, a partir deste ano. Em uma segunda assembleia ocorrida na tarde de terça no Clube de Oficiais da PM, a categoria aceitou a proposta de reajuste feita pelo GDF.

A primeira reunião, em frente ao Palácio do Buriti, havia terminado com recusa à proposta. Os PMs informaram que rejeitaram a proposta porque queriam que o aumento ocorresse de forma linear, beneficiando a todos igualmente.

O GDF ofereceu aos policiais militares reajuste de 22% nos salários escalonado em três anos, o que vai aproximar os salários da PM com os da Polícia Civil.

A segunda tarde foi convocada pela Associação de Oficiais da Polícia Militar (Asof), que estimou em cerca de 4 mil pessoas os presentes à reunião. O comandante da PM, Anderson Moura, disse que a decisão tomada pela manhã não tem validade, segundo ele, porque foi votada por “policiais novinhos que acabaram de chegar e que mal conhecem a Esplanada dos Ministérios”.

“Eu não reconheço aquela manifestação como sendo dos praças. Os praças estavam aqui. Estavam todos os sargentos e subtenentes da polícia militar. Lá não tinham militares. Lá tinham candidatos que querem ser militares e que ainda não são”, afirmou.

De acordo com o governo, dom os reajustes concedidos, ao final de 2016, um coronel, com dependente, terá remuneração total de R$ 21.721,13 ( aumento de 20,24%), um subtenente, R$ 12.104,90 (20,48%), enquanto um soldado receberá R$ 7.190,98 (21,66%). O GDF disse aguardar a proposta de reestruturação da carreira militar que será acordada entre o comando das corporações e o Fórum de Associações.

Policiais militares entraram em operação tartaruga em outubro do ano passado para reivindicar reajuste salarial, reestruturação da carreira e pagamento de benefícios a PMs em atividade e policiais reformados. O governador Agnelo Queiroz afirmou que o movimento tinha caráter político.

Com a operação tartaruga, o DF registrou queda na atividade policial em dezembro. O secretário de Segurança, Sandro Avelar, afirmou que houve redução de 40% no número de armas apreendidas no período, em relação às médias anteriores. Foram recolhidos 80 equipamentos, contra os cerca de 130 objetos geralmente apreendidos antes. Além disso, a um dia do fim do mês de janeiro, o número de homicídios no DF subiu mais de 40% em relação ao mesmo mês do ano passado.