Médicos protestam na Esplanada

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Cerca de 200 médicos se concentraram no final da tarde desta quarta-feira (3) em frente ao Ministério da Saúde, em Brasília, para protestar contra a “importação” de profissionais estrangeiros sem a realização da prova de revalidação. Eles também defenderam o ato médico, projeto aprovado pelo Senado que concede exclusividade aos médicos no diagnóstico de pacientes.

O grupo começou uma marcha pelo Eixo Monumental pouco antes das 18h, em direção ao Congresso Nacional. Os manifestantes fecharam quatro das seis faixas da via gritando palavras de ordem contra a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Os médicos prepararam dois caixões com fotos da presidente, do ministro e também de condenados no mensalão.  “Ei, Dilma, vai tratar em Cuba”, “Fora Padilha” e “Revalida já” eram alguns dos gritos dos manifestantes.

Depois deixar ao Congresso, o grupo seguiu para a Praça dos Três Poderes e se pocionou em frente ao Palácio do Planalto, sempre gritando palavras de ordem.

O presidente da Federação Nacional dos Médicos, Geraldo Ferreira Filho, disse que o ato médico é uma conquista da sociedade.  “Em muitos lugares do Brasil estão fazendo uma saúde de brincadeira, usando mão de obra não médica para fazer atendimento que só compete ao médico”, disse. “O diagnóstico e tratamento de doenças tem que ser do médico.”

Durante a concentração em frente ao Ministério da Saúde, representantes de 15 instituições de saúde, como psicologia, optometria, serviço social e fisioterapia, esperavam para uma conversa com o ministro Padilha. Eles querem que a presidente Dilma vete o artigo 4 da lei, que estabelece a exclusividade dos diagnósticos aos médicos.