Protesto faz GDF fechar Esplanada

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O governo do Distrito Federalinformou que o trânsito no Eixo Monumental será bloqueado entre a Rodoviária do Plano Piloto e o Palácio do Planalto a partir das 12h desta quarta-feira (26), para quando está prevista a próxima manifestação contra gastos públicos na Copa e por melhorias em saúde, segurança e educação. Segundo a Polícia Militar, são esperadas 40 mil pessoas no ato. A corporação vai contar com 1,5 mil homens na Esplanada dos Ministérios – outros 2,5 mil podem ser convocados se houver necessidade.

Os policiais vão revistar mochilas e bolsas entre o Museu Nacional e a Rodoviária do Plano Piloto para identificar objetos que possam ser usados para atos de vandalismo ou para hostilizar a tropa responsável pela segurança. De acordo com o GDF, as vias N1, N2, S1 e S2, também na altura da Rodoviária, serão bloqueadas e será permitida apenas a saída das vias.

Nesta segunda, a Polícia Federal abriu inquérito para apurar os danos causados por manifestantes ao prédio do Itamaraty na semana passada, durante protesto na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O inquérito tem 30 dias para ser concluído, mas pode ser prorrogado.

Um grupo tentou invadir o Palácio do Itamaraty na quinta durante a manifestação em frente ao Congresso Nacional. Houve confronto com a polícia. O grupo quebrou 62 janelas do prédio, destruiu portas e ateou fogo em objetos junto a uma pilastra do edifício, que fica ao lado do Congresso. O espelho d’água ficou repleto de latas, pedras e cones atirados nos policiais.

De acordo com a PF, serão analisadas imagens divulgadas pela imprensa e gravadas pela Políocia Militar durante a manifestação. A Polícia Civil já tem um inquérito em andamento e sete suspeitos já identificados. Outras 30 denúncias anônimas sobre participantes dos atos de vandalismo estão  sendo apuradas.

A partir de agora, a PF deve intimar para depor as pessoas identificadas nas imagens. Elas podem ser indiciadas por danos ao patrimônio da União, e estarão sujeitas a uma penas de seis meses a três anos de prisão em caso de condenação.