Saúde: Pacientes sofrem por atendimento

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Pessoas à procura de atendimento médico enfrentaram até sete horas de espera nesta última sexta-feira (12) no Hospital de Sobradinho.A Secretaria de Saúde informou que três médicos – dois ortopedistas e um clínico geral – estavam no hospital à noite, mas como não há atendimento ambulatorial naquele horário, cerca de 20 pacientes com problemas não prioritários para atendimento tiveram de esperar entre cinco e seis horas.

Na avaliação da secretaria, houve uma sobrecarga de pacientes que não tinham urgência no atendimento. A previsão é que 30 novos leitos sejam criados até setembro, para acabar com a fila de espera em macas no corredor. De acordo com a pasta, todos os pacientes que aguardavam foram atendidos.

Isso, no entanto, não amenizou as reclamações de quem aguardava para se consultar. “Péssimo. Sempre foi péssimo o atendimento nesse hospital aqui. De todos do DF, no caso. Chega aqui qualquer hora do dia ou da noite, você chega num dia e sai no outro, chega de noite e sai de manhã, chega de dia e sai de madrugada”, disse o eletricista Cleber Cavalcante.

O assessor parlamentar Janilton Marcos Calaça esperava há uma semana conseguir uma vaga em UTI com hemodiálise para o sobrinho, que está em estado grave e em coma induzido. “Deram um prazo de até segunda-feira, e a vida dele depende de agora, desse instante. Se não houver essa vaga nas próximas horas, a gente não sabe o que pode acontecer.”

A técnica em enfermagem Rosângela Vieira esperava havia sete horas para tirar um raio X. Ela disse que tentava fazer o exame há duas semanas. “Não consigo, porque eu venho no hospital e não tem atendimento. Já voltei do hospital na semana passada porque não consegui atendimento. Eu cansei, né, e fui embora pra casa. Cansada e sem atendimento, com dor no peito e gripada.”

Ainda estamos esperando um governo que realmente se importe com a população do DF que está abandonada junto com a saúde pública.Uma saúde pública que os pacientes não precisam esperar 7 horas por um atendimento ou filas de macas em corredores e medicos suficientes atendendo a população não é uma ilusão,e pode se tornar realidade uma saúde pública eficiente, basta o governo querer.