Transporte: Sistema integração ainda não funciona

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A promessa da resolução de problemas da mobilidade urbana do DF, por meio de um sistema integrado e da circulação de novos ônibus, está se mostrando vazia.

O projeto foi inaugurado no dia 21 de janeiro, em fase de teste, operando nas regiões de Ceilândia e Taguatinga com direção ao Plano Piloto, Guará, Octogonal, Núcleo Bandeirante e Rodoviária Interestadual. A grande maioria dos usuários se irritou com as mudanças no começo. Alguns, inclusive, se recusaram a andar nos horários da integração. Porém, o diretor técnico do DFTrans, Lúcio Lima afirmou que quando os motoristas se adaptarem aos novos trajetos, a população vai perceber os benefícios. Mas esse ainda não é o caso.

Conceição Barros mora no P-Sul, em Ceilândia, e estuda na W3 Sul. Ela prefere sair de casa antes de iniciar o horário da integração para não chegar atrasada à aula. “Falaram que ia facilitar e só está mais difícil. Eu perco muito tempo na parada esperando o próximo ônibus. Preferia antes da mudança”, confessa.

Na Praça do Relógio, em Taguatinga, ponto central da integração, o tumulto é grande. “Acho péssima essa burocracia. Você chega aqui para pegar um ônibus e fica esse sufoco. Tem uma multidão de gente lutando para entrar, um pisando no outro. Depois das 16h parece uma guerra e o ônibus ainda demora para chegar”, diz o passageiro João Francisco, 56 anos.

Umas das reclamações constantes desde o primeiro dia do programa é a falta de informação. Para tentar resolver a questão, a Universidade de Brasília está desenvolvendo um sistema com mapas interativos que deverão ser integrados nos pontos de ônibus, na web, em aplicativos para smartphones e tablets e dentro do próprio veículo.

O professor de transportes Pastor Willi Gonzales está à frente do projeto e diz que aguarda o financiamento do governo. “Não há uma difusão adequada do processo de integração dos ônibus. A informação é crucial para que o programa funcione. Da forma que está deixa de ser uma facilidade, precisa haver um reajuste da operação”, assegura.

Além do projeto de integração, outro recurso usado pelo GDF para melhorar o transporte coletivo é a renovação da frota de ônibus, que já começou na Cidade Estrutural. Mas isso também não tem agradado os passageiros. A região está na bacia 5 e conta, neste momento, com 39 carros novos e 11 na reserva.