Viaduto Santo Amaro será demolido após acidente provocar explosão

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Colisão entre dois caminhões na Av. bandeirantes causou incêndio. SP já teve 57 casos parecidos que deram prejuízo aos cofres públicos.

O Viaduto Santo Amaro, que pegou fogo na madrugada do último sábado (13) após uma colisão entre dois caminhões na Avenida Bandeirantes, será demolido. A temperatura do viaduto chegou aos mil graus.

A previsão da demolição é de 30 dias. Será feito um contrato de emergência para a construção de um novo. A Prefeitura vai analisar várias tecnologias para fazer a obra no menor prazo possível.

A estrutura do viaduto foi afetada pelo fogo após a batida que resultou em uma explosão. Um dos veículos envolvidos no acidente transportava combustível. Os dois sentidos da Avenida Bandeirantes, na altura do viaduto, ficaram bloqueados por mais de dois dias.

O Viaduto Santo Amaro não é o primeiro atingido por causa da imprudência de motoristas. Entre 2013 e 2015, a produção do SPTV contabilizou pelo menos 57 situações parecidas.
A Prefeitura de São Paulo informou apenas dois casos. A reforma da Ponte do Piqueri custou R$ 1,2 milhão no ano passado. Na ocasião, um caminhão desrespeitou a sinalização que indicava a altura, acabou batendo na ponte e ficando entalado, além de quebrar uma parte do concreto. Já o Viaduto Saioa, atingido por uma carreta em 2014, custou R$ 3 milhões.

O secretário de Negócios Jurídicos, Robinson Barreirinhas, disse que a Prefeitura já identificou os donos dos caminhões envolvidos no acidente e vai esperar a investigação terminar para saber quem é o motorista responsável e pedir indenização na Justiça.

“O juiz vai analisar a culpa, o dano causado e o valor desse dano. Reconhecendo isso, eu vou receber, ainda não, eu vou ter que executar isso, eu vou ter que ir atrás do patrimônio da pessoa e executar. Imagina uma obra que custa R$ 10 milhões, são poucas as empresas que tem patrimônio para penhorar e arrecadar. Às vezes, isso é uma realidade. Nós ganhamos e não levamos”, disse.

Barreirinhas também afirmou que de todo o prejuízo provocado pela população ao município, a Prefeitura de São Paulo consegue receber apenas 20% do valor.

Homens trabalham neste domingo (14), no local onde ocorreu o acidente envolvendo caminhão tanque e carreta bitrem na intersecção das Avenidas Bandeirantes e Santo Amaro, na zona sul da cidade de São Paulo, no sábado (13) (Foto: Luiz Claudio Barbosa/Código 19/Estadão Conteúdo)

Homens trabalham no local onde ocorreu o acidente envolvendo caminhão tanque e carreta bitrem (Foto: Luiz Claudio Barbosa/Código 19/Estadão Conteúdo)

Reprodução
O professor de engenharia civil da FEI (Faculdade de Engenharia Industrial), Rui Barbosa de Souza, reproduziu em laboratório o que ocorreu com o viaduto.

O especialista levou uma amostra de concreto para dentro do forno. “Esse concreto aqui é de uma resistência parecida com o do viaduto. ne. hoje é uma resistência normal, num nível médio, comum pra engenharia, mas na época que ele foi construído ele era mais resistente do que o concreto utilizado em residência obras de menor importância”, afirmou. O resultado é que a estrutura de concreto virou farofa.

Segundo o professor, uma temperatura de até 200º C não provocaria nenhum tipo de dano a estrutura.

Acidente
Um acidente envolvendo um caminhão bitrem e um caminhão-tanque carregado com gasolina na Avenida dos Bandeirantes, Zona Sul de São Paulo, causou explosão na madrugada de sábado (13). A colisão traseira ocorreu embaixo do Viaduto Santo Amaro, sentido Imigrantes, e a estrutura pode ter sido abalada, segundo o Corpo de Bombeiros.

O condutor do veículo carregado de açúcar conseguiu escapar antes do fogo tomar a cabine. Ele admitiiu que passou no semáforo vermelho. “A moça tentou invadir a minha faixa, eu sai desviei dela, ai deu vermelho [semáforo fechado], o cara já saiu e eu bati nele. Já bateu, já pegou fogo. A minha sorte é que a porta abriu, ai eu peguei e sai”, relatou o motorista Manuel Messias da Silva. Ele ficou ferido na perna.

O motorista do caminhão-tanque não se machucou e contou que ia fazer o retorno, embaixo do viaduto, para acessar a Avenida Santo Amaro. O motorista disse que passou o sinal verde, mas não viu o bi trem.